35 anos do último título do Brasil na Fórmula 1, o tricampeonato de Ayrton Senna

Há exatamente 35 anos completados hoje o Brasil conquistava seu último título mundial de Fórmula 1 e também seria o último título de Ayrton Senna. 



Ayrton Senna começava a temporada de 1991 vencendo as quatro primeiras corridas: a abertura em Phoenix, depois uma vitória dramática em Interlagos com apenas uma marcha e relembramos no começo do ano a corrida, em Ímola e em Mônaco. Até ali Senna somava 40 pontos pois a partir de 1991 a vitória valia 10 pontos e marchava tranquilo pro tri, mas a partir do GP do Canadá o campeonato tomava outro rumo pois a Williams aparecia pra tornar a adversária da McLaren e Nigel Mansell seria o adversário da vez. O leão queria seu título e em Montreal esteve perto de vencer mas faltando poucos metros o carro falhou e quem ficou com a vitória foi Nélson Piquet em sua última vitória na categoria, nas quatro corridas seguintes a Williams emplaca quatro vitórias seguidas com Riccardo Patrese no México e Mansell vencendo três corridas seguidas vencendo na França, Inglaterra e Alemanha. Nessas provas Senna chega em terceiro duas vezes, uma em quarto e um abandono e sua lideraçna ficou ameaçada. A reação veio no GP da Hungria onde Senna largou na pole e venceu de ponta a ponta, na corrida seguinte na Bélgica outra vitória segura e nesse GP estreava um certo piloto alemão chamado Michael Schumacher pela Jordan e na corrida seguinte assumia o posto de Roberto Pupo Moreno na Benetton. Em Monza Mansell leva a melhor no duelo com Senna e vence, em Portugal Mansell se atrapalhou na troca de pneus e uma roda se soltou e o inglês foi desclassificado e a vitória ficou com Patrese com Senna em segundo e na Espanha Mansell venceu com direito à uma antológica disputa com Senna roda com roda e os dois acelerando no limite na reta principal sem ceder pro adversário. Naquela altura Senna tinha vantagem pra ser tri em Suzuka.

 

  

E pelo quinto ano seguido o circuito japonês de Suzuka seria o palco da decisão e desta vez era Senna x Mansell. Pro inglês a vitória seria importante pra levar a decisão pra Austrália e Senna por sua vez bastava pontuar na frente de Mansell pra levar o título. Na classificação a pole ficou com Gerhard Berger, companheiro de equipe do brasileiro e na largada Berger saiu na frente enquanto Senna segurava Mansell e por dez voltas os dois pilotos travaram um duelo como gato e rat. Na décima volta Mansell entra forte no curvão e o carro sai da pista parando na caixa de brita. Era o fim do sonho de título pra Mansell e Senna se tornava tricampeão. Com o título de pilotos garantido Senna partiu pra vitória e na última volta ele recebe ordem de Ron Dennis pra ceder a posição pra Berger pela lealdade demonstrada pelo austríaco e Senna teve de ceder a poucos metros e Berger ficou com a vitória com Senna em segundo. Festa em Suzuka com o tricampeonato de Senna e que infelizmente seria o último título brasileiro na Fórmula 1. Pra fechar a temporada vitória no curto GP da Austrália em Adelaide devido à forte chuva que caiu no circuito com 14 voltas e metade dos pontos foi dada devido à corrida não atingir 75% da distância percorrida. No campeonato Senna teve 96 pontos contra 72 de Mansell numa temporada em que guiou com inteligência e estratégia, mas ao mesmo tempo a McLaren perdia a condição de melhor carro pra Williams que nos dois anos seguintes dominaria conquistando dois títulos com o próprio Mansell e depois Alain Prost. 

Vejamos aqui como a imprensa brasileira registrou a campanha do tricampeonato:

 

 

 

 

 

 

As capas do caderno de esportes do jornal O Globo das seis vitórias de Senna.

 

O Globo deu a notícia em edição atualizada no domingo 20 de outubro.

 

 

  

  

 

 

 

 

No dia seguinte os jornais deram cadernos especiais da conquista. Ainda tem o Estadão de 8 de novembro destacando a volta do campeão a São Paulo.

 

Manchete trouxe capa sobre a conquista do tricampeonato. 


E aqui temos o trecho final da prova na transmissão da Globo com Galvão Bueno falando Eu sabia assim que Senna permitia Berger passar. Diz a lenda que Boni chamou a atenção do narrador dando um pito. Galvão deixaria a Globo no começo de 1992 para a aventura na Rede OM voltando pra emissora em 1993 não narrando a temporada de 1992 que teve como vozes Cléber Machado e Luiz Alfredo. 

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