Há exatos 30 anos o homem que simbolizou o que era corrupção era morto de forma misteriosa.
Paulo César Farias, o PC havia sido tesoureiro da campanha de Fernando Collor de Mello e o Brasil o conheceu em 1992, antes em 1990 após a posse de Collor que ele começava a aparecer no noticiário com as primeiras denúncias de corrupção, mas foi na crise que culminou no impeachment que ele passou a ser destaque. PC Farias foi acusado de montar uma rede de tráfico de influências e corrupção que ficou conhecido como Esquema PC que acabou levando a abertura de processo de impeachment contra Collor. O irmão do então presidente Pedro Collor em entrevista memorável à revista Veja apontou que PC Farias era o testa de ferro em diversos esquemas de corrupção. Ele negou tudo e após o impeachment fugiu do Brasil até ser localizado em Londres pelo jornalista Roberto Cabrini, na época repórter da TV Globo em outubro de 1993. PC foi preso em Bangcoc na Tailândia e levado de volta para o Brasil em dezembro de 1993.PC foi condenado por sonegação fiscal e falsidade ideológica cumprindo um terço da pena saindo em liberdade condicional.
Até que na madrugada de 23 de junho de 1996 surgiu a notícia de que o empresário foi morto num crime misterioso. PC foi encontrado morto ao lado de Suzana Marcolino que era sua namorada na época na praia de Guaxuma em Maceió, capital de Alagoas. O inquérito policial apontou que Suzana atirou em PC e depois se matou. O laudo foi feito pelo legista Fortunato Badan Palhares que considerou o caso um crime passional, mas para o perito criminal Ricardo Molina e para o médico legista George Sanguinetti o casal foi assassinado. O julgamento dos ex-seguranças de PC ocorreu em 2011 e em maio de 2013 eles foram absolvidos. O que fica então é que sua morte jamais foi esclarecida e o mistério segue três décadas depois.
Vejamos como a imprensa brasileira cobriu o caso:
Os jornais do dia 24 de junho deram destaque à morte de PC Farias na primeira página sendo que O Glodo falava em dúvidas e a Folha mostrava pelo buraco da fechadura a autópsia de PC Farias.
Nas revistas o assunto foi tema de capa sendo que Veja um mês depois dava o caso como encerrado, mas não, A revista Istoé publicou capa em novembro de 1999 contestando o laudo de Badan Palhares e aí sim considerou o caso como encerrado.
E aqui temos um documentário sobre o caso.





















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