Em 24 de março de 1991 Senna tentaria mais uma vez acabar com a maldição e o fim de semana vinha perfeito com a pole obtida na véspera com o tempo de 1m16s392. Na largada o brasileiro manteve a ponta sendo perseguido pela Williams de Nigel Mansell mantendo uma considerável vantagem. O primeiro pit stop foi perfeito assim como o segundo e Senna seguia na frente e pra delírio da torcida Mansell roda no S do Senna a 10 voltas do fim e é obrigado a abandonar. Parecia que a vitória viria finalmente, mas havia um porém. Faltando 7 voltas pro fim da corrida Senna que tinha 40 segundos de vantagem sobre Riccardo Patrese perde a quinta marcha, depois perde todas as marchas e ele passaria a guiar com uma mão no volante e outra na caixa de câmbio travada. A diferença foi caindo volta a volta num final dramático. Quando abriu a última volta a chuva começou a cair em Interlagos e a vitória foi assegurada com a sexta marcha funcionando. Após cruzar a linha de chegada Senna comemorou dentro do cockpit dizendo Não acredito aos berros e o carro parou na reta oposta. Sem forças pra sair sozinho do carro Senna teve de esperar a chegada da equipe de resgate em meio à comemoração incontrolável dos fiscais de pista. O brasileiro foi socorrido e sentiu espasmos musculares sendo conduzido até o pódio e com a bandeira brasileira ele comemorou exausto a vitória e na hora de erguer o troféu teve dificuldade devido às fortes dores pra levantar a taça. Na entrevista após a prova ele disse com detalhes como o carro foi perdendo as marchas em meio ao desgaste físico e psicológico.
Vejamos como a imprensa brasileira cobriu esse fato histórico.
Nos jornais do dia 25, segunda feira destaque pras manchetes exaltando a garra de Senna.
As capas de revistas como Manchete, Quatro Rodas e Semana em Ação, uma publicação que teve vida efêmera e substituiu a Placar semanal entre 1990 e 1991.
E aqui o vídeo da corrida na íntegra.






















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