40 anos do acidente nuclear de Chernobyl, o maior da história

Há exatos 40 anos atrás o mundo assistia ao maior acidente nuclear da história ocorrido na antiga União Soviética.


No dia 26 de abril de 1986 a usina nuclear de Chernobyl na Ucrânia estava fazendo testes de segurança quando um dos reatores, o reator 4 explodiu liberando uma grande quantidade de material radioativo na atmosfera da cidade e teve impacto imediato com a morte de dois trabalhadores da usina, depois houve mais 28 mortes devido às consequências da radiação. Não há dados oficiais do número total de mortos pois umrelatório . Para conter a radiação foram lançadas 5 mil toneladas de uma mistura de areia, boro e chumbo no núcleo e a construção de um sarcófago de concreto reforçado com chumbo. A radiação se espalhou pela Europa e a cidade de Pripryat virou cidade fantasma. A população da Bielorrússia, Rússia e Ucrânia  foi bastante afetada com surgimento de casos de câncer de tireóide, leucemia e outros tipos de câncer provocadas pela exposição à radiação. Houve um forte impacto ambiental com a suspensão à produtos vindos da região afetada como leite e batata, tanto é que consumir esses produtos até hoje é proibido na região. A cidade de Chernobyl virou atração turística em 2011 e 3000 pessoas foram autorizadas a visitar as ruínas da usina. Uma explicação química de como tudo aconteceu: houve reações químicas do vapor, grafite e zircônio. Dentro do núcleo estava o combustível nuclear, o urânio-237 que sofreu fissão liberando energia e gerando calor que aqueceu a água causando a perda de controle do núcleo que superaqueceu gerando hidrogênio e esse hidrogênio entrou em contato com o oxigênio da atmosfera causando a explosão. Outros elementos radioativos foram liberados como iodo, césio e estrôncio que até hoje afetam o ambiente da região ao redor onde a usina está localizada. O acidente atingiu o grau 7, o mais alto nível de classificação na escala internacional de acidentes nucleares.

Vejamos como a imprensa brasileira cobriu o fato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O assunto foi destaque nos jornais do dia 29 de abril e no dia seguinte as consequências do caso.

 

A revista Manchete destacou o fato na edição de 17 de maio e na edição de 16 de agosto trouxe fotos da visita do médico americano Robert Gale às vítimas do acidente nuclear.

As capas de Veja e Istoé na semana seguinte ao ocorrido.


E aqui uma edição do Jornal Nacional do dia 29 de abril, quando foi anunciado o desastre.

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