Há 40 anos atrás a corrida espacial vivia sua maior tragédia com a explosão do ônibus espacial Challenger.
A corrida espacial teve capítulos marcantes na história como a do primeiro astronauta a viajar pela órbita da Terra, o russo Yuri Gagarin e a conquista da Lua pela missão Apollo XI em 1969, assunto já contado aqui. Nos anos 80 a NASA inovava com o ônibus espacial, um veículo que era usado pra missões científicas e pesquisas. O Columbia foi lançado em 1981 e a Challenger foi lançada em 1982. A estrutura dos ônibus espaciais era dotada de orbitador, onde ficava encapsulada a tripulação de carga, um tanque externo e dois tanques de combustível sólido.
Na tarde de 28 de janeiro de 1986 a Challenger realizaria sua décima missão espacial com sete tripulantes e entre eles estaria a professora primária Christa McAuliffe que seria a primeira civil a viajar pro espaço. O objetivo da missão era lançar um novo satélite de rastreamento e retransmissão de dados. Esta missão estava programada inicialmente pra julho de 1985, depois adiada pra novembro do mesmo ano e finalmente pra janeiro de 1986. Horas antes do lançamento foi constatada presença de gelo na torre de lançamento que congelou as juntas tóricas, o que foi determinante pra tragédia além das condições totalmente desfavoráveis com temperaturas muito baixas. A base de Cabo Canaveral estava sob expectativa quando a nave foi autorizada pra decolar às 11h38 da manhã na Flórida e o mundo assistia 73 segundos depois à explosão. O ônibus se desintegrou com a explosão dos tanques de hidrogênio líquido e estava numa altura de 14 quilômetros. Todos os astronautas morreram na hora e os destroços pararam em várias partes e no Oceano Atlántico com desaceleração de 200 G (200 vezes a força da gravidade). Dois navios foram usados pra recuperar os destroços da Challenger e as investigações apontaram que houve uma falha nos anéis de vedação num dos propulsores que ocasionou a explosão e o rompimento do combustível. Na noite do incidente, o presidente Ronald Reagan fez um pronunciamento que se tornou um dos discursos mais lembrados das últimas décadas. Reagan consolou a nação com palavras que honravam a coragem dos astronautas e exaltavam o espírito explorador da humanidade: “Nós nunca os esqueceremos, nem a última vez que os vimos, esta manhã, enquanto se preparavam para a jornada e acenavam para se despedir, e ‘deslizavam os laços do planeta Terra’ para tocar o rosto de Deus.”
O impacto do desastre do Challenger foi duradouro. Ele levou a mudanças significativas nos procedimentos de segurança da NASA e na forma como os ônibus espaciais eram projetados e operados além de interromper por dois anos o programa espacial americano. No entanto, o legado mais duradouro talvez seja o lembrete de que a exploração do desconhecido, embora repleta de riscos, continua sendo um dos maiores impulsos da humanidade.
Vejamos como a imprensa brasileira cobriu essa tragédia:
O assunto foi manchete dos jornais do dia 29 de janeiro.
A explosão foi capa de Veja na semana seguinte, Manchete na edição de 8 de fevereiro deu matéria de 2 páginas que foram colocadas às pressas na edição, no número seguinte trouxe a sequência de fotos da explosão.
E aqui a escalada do Jornal Nacional do dia da tragédia.




















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